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Estudo feminista: por onde começar?

Existe um grande momento "tapa na cara" na vida de cada mulher. O pior - e melhor - deles é quando a gente descobre que precisa do feminismo. A sensação deve ser parecida com a de ser jogada no meio do pacífico com um bote e um remo. Mas fique tranquila! Nós estamos aqui para te guiar nessa viagem maravilhosa, rumo à alguma terra firme.

A internet nos mostra diariamente uma infinidade de títulos que parecem ser leituras obrigatórias para quem quer entender o feminismo. Um exemplo é o "Feminismo para os 99%", que foi escrito por mulheres que sequer acham que o gênero é um fator relevante para a discussão da opressão feminina - muita gente pede ele no nosso catálogo, mas isso jamais será atendido. Algumas pessoas pensam também que o estudo feminista começa pelo livro "O segundo sexo" da Simone de Beauvoir, mas não é recomendado, visto que a leitura é muito densa e exige que a leitora já tenha uma boa base para compreender os conceitos nele desenvolvidos. Então aqui vai uma listinha show de bola para quem quer começar e não sabe por onde. Todos os títulos estão disponíveis na nossa LOJA, é só clicar no título de cada livro para acessar a página de compra.

1. Objeto Sexual - Jessica Valenti

Nesta sincera autobiografia, Jessica Valenti, uma das feministas mais proeminentes da atualidade, explora o preço que o machismo cobra na vida das mulheres. Dos assédios em transportes públicos e o medo do sucesso ao despertar sexual e a maternidade, Objeto Sexual revela os momentos dolorosos, constrangedores, e às vezes fora da lei , que moldaram o período da adolescência e de jovem adulta de Valenti na cidade de Nova York. Visceral e emocionante, Objeto Sexual, não apenas conta as histórias vividas pela autora, mas reproduz as que se repetem todos os dias, na vida de milhões de mulheres objetificadas ao redor do mundo.








2. O feminismo é para todo mundo - bell hooks

O feminismo sob a visão de uma das mais importantes feministas negras da atualidade. Eleita uma das principais intelectuais norte-americanas, pela revista Atlantic Monthly, e uma das 100 Pessoas Visionárias que Podem Mudar Sua Vida, pela revista Utne Reader, a aclamada feminista negra bell hooks nos apresenta, nesta acessível cartilha, a natureza do feminismo e seu compromisso contra sexismo, exploração sexista e qualquer forma de opressão. Com peculiar clareza e franqueza, hooks incentiva leito res a descobrir como o feminismo pode tocar e mudar, para melhor, a vida de todo mundo. Homens, mulheres, crianças, pessoas de todos os gêneros, jovens e adultos: todos podem educar e ser educados para o feminismo. Apenas assim poderemos construir um a sociedade com mais amor e justiça.O livro apresenta uma visão original sobre políticas feministas, direitos reprodutivos, beleza, luta de classes feminista, feminismo global, trabalho, raça e gênero e o fim da violência. Além disso, esclarece sobre temas como educação feminista para uma consciência crítica, masculinidade feminista, maternagem e paternagem feministas, casamento e companheirismo libertadores, política sexual feminista, lesbianidade e feminismo, amor feminista, espiritualidade feminista e o feminismo.



3. Mulheres e caça às bruxas - Silvia Federici

Por que voltar a falar, hoje, sobre caça às bruxas? Em Mulheres e caça às bruxas, Silvia Federici revisita os principais temas de um trabalho anterior, Calibã e a bruxa, e nos brinda com um livro que apresenta as raízes históricas dessas perseguições , que tiveram como alvo principalmente as mulheres. Federici estrutura sua análise a partir do processo de cercamento e privatização de terras comunais e, examinando o ambiente e as motivações que produziram as primeiras acusações de bruxarias n a Europa, relaciona essa forma de violência à ordem econômica e argumenta que marcas desse processo foram deixadas também nos valores sociais, por exemplo, no controle da sexualidade feminina e na representação negativa das mulheres na linguagem. A p artir desse debate, a autora nos mostra como as acusações e a punição de “bruxas” se repete na atualidade, especialmente em países como Congo, Quênia, Gana e Nigéria, na África, e Índia. Com apresentação da estudiosa Bianca Santana, a obra conta t ambém com orelha de Sabrina Fernandes e quarta capa da socióloga Maria Orlanda Pinassi e quarta capa da socióloga Maria Orlanda Pinassi.


4. Os homens explicam tudo para mim - Rebecca Solnit

Em seu ensaio icônico “Os Homens Explicam Tudo para Mim”, Rebecca Solnit foca seu olhar inquisitivo no tema dos direitos da mulher começando por nos contar um episódio cômico: um homem passou uma festa inteira falando de um livro que “ela deveria ler ”, sem lhe dar a chance de dizer que, na verdade, ela era a autora. Esse episódio deu origem ao termo mansplaining, para situações em que os homens explicam às mulheres coisas que elas sabem e que eles não sabem, assumindo que são superiores simplesmente por serem do sexo masculino.   Rebecca vê essa síndrome como algo que quase toda mulher tem que enfrentar todos os dias. Trata-se de um processo socializado, no qual as meninas são ensinadas a ficar caladas e os meninos aprendem a ter autoconfiança. Há versões extremas dessa síndrome - por exemplo, nos países islâmicos onde o depoimento das mulheres não tem valor legal, de forma que uma mulher não pode denunciar que foi estuprada sem que haja uma testemunha do sexo masculino para se contrapor à palavra do estuprador.   Esse ensaio viral e influente está incluído neste livro, juntamente com outros, irônicos, indignados, poréticos, irrequietos - o melhor dos textos feministas de Solnit, nos quais ela analisa as diferentes manifestações de violência contra a mulher, desde o tratamento condescendente até o silenciamento das mulheres, a descredibilização, a exploração, a misoginia, o sexismo, a agressão física, a violência, a morte.   Os Homens Explicam Tudo Para Mim é uma exploração corajosa e incisiva de problemas que uma estrutura patriarcal não reconhece, necessariamente, como problemas. Com graça e energia, e nenhuma prosa belíssima provocativa, Rebecca Solnit demonstra que é uma figura fundamental do movimento feminista e uma pensadora radical generosa.



5. Clube da luta feminista - Jessica Bennet

Contratada para assumir a recém-criada editoria de gênero do The New York Times, a jornalista Jessica Benett constrói um guia incisivo e irônico de como sobreviver ao sexismo no ambiente de trabalho em Clube da luta feminista. Mesclando experiências pessoais e de outras mulheres e conselhos nada politicamente corretos com pesquisas e estatísticas sérias, Bennett oferece dicas valiosas e bem-humoradas para a mulher enfrentar o machismo na sociedade atual e combater o terreno minado e muitas veze s sutil do preconceito no ambiente corporativo. Com projeto gráfico moderno, repleto de ilustrações e esquemas divertidos, o livro fala tanto dos desafios externos enfrentados pelas mulheres cotidianamente, quanto dos comportamentos arraigados e aut os sabotadores delas próprias no dia a dia do escritório, sempre num tom informal e sarcástico.




5. Uma breve história do feminismo: no contexto euro-americano - Patu e Antje Schrupp

Filósofas, rebeldes, ativistas: conheça a evolução do feminismo no contexto europeu e americano desde a antiguidade nesta história em quadrinhos que aborda o direito das mulheres ao voto, as ondas feministas e personalidades como Olympe de Gouges, Simone de Beauvoir, Audre Lorde e Angela Davis. Uma breve história do feminismo no contexto euro-americano nos prende, nos educa, nos faz rir e nos irrita. Narra desde os primórdios da tradição judaico-cristã, com os questionamentos de Maria Madal ena passando pela Idade Média, pela Idade Moderna e pelo Iluminismo e chegando ao princípio dos movimentos organizados das mulheres no século XIX, a “segunda onda”, o feminismo queer e a “terceira onda”.








6. O mito da beleza - Naomi Wolf

Clássico que redefiniu nossa visão a respeito da relação entre beleza e identidade feminina. Um dos livros mais importantes da terceira onda feminista. Em O mito da beleza, a jornalista Naomi Wolf afirma que o culto à beleza e à juventude da mulher é estimulado pelo patriarcado e atua como mecanismo de controle social para evitar que sejam cumpridos os ideais feministas de emancipação intelectual, sexual e econômica conquistados a partir dos anos 1970. As leitoras e os leitores encontrarão exposta a tirania do mito da beleza ao longo dos tempos, sua função opressora e as manifestações atuais no lar e no trabalho, na literatura e na mídia, nas relações entre homens e mulheres e entre mulheres e mulheres. Naomi Wolf confronta a indústria da beleza, tocando em assuntos difíceis, como distúrbios alimentares e mentais, desenvolvimento da indústria da cirurgia plástica e da pornografia. Esta edição, revista e ampliada, traz uma apresentação da autora contextualizando o livro para os leitores de hoje, já que esteve mais de duas décadas longe das livrarias brasileiras.



Com esse starter pack você já vai criar uma boa base para se aprofundar em teoria feminista. Esperamos que sua viagem seja maravilhosa <3

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